
A RBS, pelo seu jornal, divulgou que o presidente Lula apontou Edegar Preto e Paulo Pimenta como pré-candidatos para concorrer, respectivamente, ao cargo de Governador do Rio Grande do Sul e à vaga do Senado.
A notícia provocou uma saraivada de críticas ao Lula, que supostamente usurpou o poder da base (aqui entendida como militância, filiados, simpatizantes da causa, etc.) e das instâncias partidárias para definir as candidaturas.
Parece que o resultado eleitoral nos municípios vocacionou a esquerda ao drama e à autofagia (esta última, em doses controladas, até faz bem, de acordo com a biologia).
O fato: Lula falou de sua preferência, de como ele vê o cenário político-eleitoral gaúcho para 2026 e quais os nomes, segundo sua preferência e visão tática, deveriam concorrer ao governo do Estado e ao Senado.
Lula iniciou uma conversa, apontou uma direção (e ele vai lutar por ela, é legítimo), não deu uma ordem.
Claro que a mídia empresarial/RBS já foi intrigando, distorcendo.
As candidaturas do RS, obviamente, serão decididas nas instâncias da Federação Brasil Esperança (e com outras forças políticas aliadas).
E se a base da esquerda gaúcha (não falo só do PT) tem outras candidaturas, trate de discuti-las, viabilizá-las e lutar por elas, tem quase dois anos para agilizar esse processo.
Essa base, que tanto ouço falar, tem de se mexer por si própria – senão não é base, não é movimento, é mera abstração.
Eu, como insignificante membro da base, não vejo, hoje, outros nomes para cumprir a dura missão de eleger um projeto generoso para os gaúchos (salvo se o Olívio ou o Tarso, por exemplo, colocassem seus nomes à disposição).