O Golpe de Temer e da Shell no pré-sal dos brasileiros

Petro

Os brasileiros discutem horrorizados a marcha da alta dos combustíveis e o reflexo negativo no bolso e na economia. Não sabem da missa a metade!

Desde a sua descoberta, o pré-sal era apontado como uma “poupança” para o futuro, uma riqueza a ser usufruída por nossos filhos.

Esse futuro foi comprometido quando Temer e o Congresso Nacional, com vista grossa do Poder Judiciário, despuseram Dilma, legitimamente eleita Presidenta com o voto da maioria dos brasileiros, sob a falsa alegação das “pedaladas fiscais”.

O sonho se transformou em pesadelo. A meta bisonha de Temer é apequenar a Petrobras, sinalizando que empresa se desfaça, até final de 2018, de ativos no montante de US$ 21 bilhões.

A Petrobras, seguindo a orientação deste governo ilegítimo, sem apoio popular, vai se destruindo.  Retira-se dos ramos da petroquímica, de biocombustíveis e de fertilizantes, abre o mercado de refino, prepara-se para a abertura de capitais da BR-Distribuidora, leiloa campos estratégicos do pré-sal e se desfaz de suas térmicas.

O pré-sal, notadamente, é a riqueza que mais tem despertado o interesse dos abutres (investidores) internacionais. São os recursos naturais estratégicos, que geram negócios rentáveis.

Como bem alertou recentemente William Nozak, Professor de ciência política e economia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos para o Setor de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP/FUP), o pré-sal é resultado de esforço e inovação de engenharia e tecnológicas sem precedentes.

Segundo Nozak, já em 2017 a metade do petróleo produzido no Brasil foi extraído da área do pré-sal. Mais: há cerca de 100 bilhões de barris recuperáveis em campos do pré-sal, o que colocou  o país entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo.

Toda essa riqueza atiçou o olho grande do mercado internacional e do “eixo” do Império.

Com visão estratégica para o país,  o governo Lula, em 2010, havia conseguido aprovar o regime de partilha para a exploração do pré-sal, garantindo a atuação da Petrobras como operadora única e partícipe prioritária dos leilões. A gordura do pré-sal era para ficar nas mãos dos brasileiros e ser dirigida à educação e à saúde.

Depois do golpe, tudo foi desfeito. De se lembrar que o projeto que alterou a participação da Petrobras nas camadas do pré-sal foi originalmente concebido por José Serra. O mesmo Serra que “coincidentemente” fora nomeado por Temer seu Ministério das Relações Exteriores!

Na matéria que segue – com link para o texto completo, disponibilizo o trabalho investigativo feito por Amigos da Terra (Brasil e Holanda) e  Repórter Brasil sobre a atuação da Shell e outras petroleiras e governos estrangeiros nas mudanças das regras do pré-sal, bem como do envolvimento do golpista Temer.

Para leitura atenta de todos, vai a matéria:

“O golpe que deu “certo”: como a Shell dinamitou a democracia brasileira em prol da abertura do pré-sal para as petroleiras estrangeiras

Amigos da Terra e Repórter Brasil lançam material investigativo sobre a atuação da Shell e outras petroleiras e governos estrangeiros nas mudanças das regras do pré-sal. Esforço faz parte da campanha de litígio climático internacional que vai levar a Shell aos tribunais na Holanda.

Vem do fundo do mar na costa brasileira o óleo escuro que deixa a muitos de olhos bem abertos, as bocas sedentas e os bolsos gananciosos. Desde 2006, época do anúncio de sua descoberta, o pré-sal precisou ser protegido: o interesse do capital internacional quando o assunto é petróleo é violento. Ora, e qual guerra ou golpe de estado não tem por trás a disputa pelos recursos e riquezas naturais? Nosso mundo depende ainda desta suja fonte de energia e viramos, aqui no Brasil, estatística: outro golpe que deu certo. A retirada de Dilma Rousseff da presidência em 2016 foi o ato máximo daqueles que ansiavam pela abertura do pré-sal ao capital internacional: Michel Temer fez tudo o que dele se esperava, alterando leis e costurando acordos que favorecem empresas transnacionais e não o país. José Serra, do PSDB, realizou seu sonho: já na campanha presidencial de 2010 (quando foi derrotado nas urnas por Dilma) ele garantia a entrega do petróleo nacional aos estrangeiros, e Temer o fez ministro das Relações Exteriores em seu ilegítimo governo. A receita não falhou, e nem um pouco por acaso: a Shell é uma das petroleiras mais beneficiadas com as mudanças nas regras do pré-sal. Como se não bastasse, seus ex-executivos estão hoje sentados no conselho de administração da Petrobras, estatal que descobriu e mapeou as reservas do pré-sal com décadas de investimento público. Agora, um novo leilão vem aí, o que pode significar mais lucros para as gigantes mundiais do petróleo – as maiores responsáveis históricas pelas mudanças climáticas -, que ainda serão aliviadas em um trilhão de reais em renúncia fiscal pelos próximos 25 anos, computando mais perdas para o Brasil.

Sabemos que, infelizmente, essas notícias não são exatamente novas e menos ainda raras. Por todo o lado vemos mais e mais informações sobre como se deu o processo de entrega do petróleo nacional (e menos e menos sobre a resistência popular por sua soberania). Não há como esconder. Tampouco é nova a receita utilizada pelas transnacionais para desestabilizar as democracias que se colocam no caminho de seus lucros – exemplos não nos faltam na América Latina, na África ou na Ásia. Na Nigéria, a Shell é acusada de diversos crimes, como desvio de recursos públicos e pagamento de propinas para ser beneficiada na compra de campos de petróleo.

Em parceria com a Repórter Brasil e a Amigos da Terra Holanda (Milieudefensie), nós da Amigos da Terra Brasil costuramos esses dados, aproximando causas e consequências, numa narrativa que expõe como a entrega do pré-sal é mais uma conta do golpe que chega para os brasileiros. Com informações obtidas através da Lei de Acesso à Informação, entrevistas e muita pesquisa e compilação de dados e informações, buscamos identificar como, em meio a reuniões bilaterais sem nenhuma transcrição, cartas do presidente da Shell a Michel Temer apreendidas com o “homem da mala” das propinas e um processo absolutamente desregrado de lobby, o governo golpista atuou em nome da Shell e de outras petroleiras, entregando de bandeja a riqueza natural brasileira ao capital internacional.

O material está dividido em oito seções, que abordam desde as mudanças pró-mercado que Temer efetuou na exploração do pré-sal até a ilegalidade da prática do lobby no Brasil. Ao longo dos próximos dias, iremos publicar uma a uma aqui no nosso site, para que você entenda tudo o que se passou nas aproximações entre governo golpista-entreguista e petroleiras estrangeiras. Este esforço faz parte de uma campanha internacional contra a Shell, que levou a petroleira anglo-holandesa ao tribunal por promover as mudanças climáticas.

E pensar que nem tanto tempo atrás falávamos em investir o dinheiro do pré-sal em educação e saúde… Hoje, neste mundo do avesso, a realidade é inversa: agora fala-se em tirar o dinheiro da educação para construir gasodutos.”

ACESSE AQUI O LINK PARA A MATÉRIA COMPLETA

 


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