A reforma previdenciária dos velhacos

Sean Connery, em 2017, andando nas ruas de Nova York, com seu enfermeiro

Virou febre na Net a utilização de aplicativo que envelhece o nosso rosto ou o rosto de amigos e conhecidos. Tranquilo, divertir-se faz bem à saúde. Eu mesmo “aderi”. Claro que toda brincadeira só é legítima se não ofender terceiros e respeitar os Direitos Humanos.

Olhando a imagem acima, do intérprete de 007 (o inquebrantável Sean Connery), envelhecido pelo maior aplicativo de todos, o infausto curso do tempo, fiquei pensando nesse resultado necessário da vida: o envelhecimento. E não poderia deixar passar a oportunidade para dizer o óbvio:

(i)  todos nós envelhecemos;

(ii)  nesse “estágio mais avançado”, nossa condição, via de regra, será de fragilidade e extrema vulnerabilidade, com limitações físicas e, até, intelectuais. Uns mais, outros menos.

Nessa fase adiantada da vida, com dificuldades para trabalhar e produzir, somente o seguro social é que vai viabilizar a mantença dos idosos pobres e, também, dos estratos mais baixos da multifacetada classe média. Somente a alta classe média e a elite reúnem condições materiais para fazer uma poupança privada destinada a bancar a velhice digna (alimentação, moradia, saúde, cultura, vestuário, lazer, etc)!

Pois nesse momento de vulnerabilidade, eis que uma pedra, alçada nesses dias atuais, vai aparecer no caminho dos futuros idosos: a desconstrução do seguro social público (o RGPS/INSS e os RPPSs), por conta da reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro – e que vai sendo aprovada pelas casas do Congresso Nacional (já foi votada em um turno na Câmara dos Deputados).

As alterações das regras previdenciárias solapam o princípio da solidariedade, segundo o qual a nova geração é responsável por auxiliar na manutenção da anterior, que envelheceu. A “economia” pretendida pela restrição de direitos previdenciários em curso, sabem todos, vai ser drenada pelo sistema financeiro e pela especulação, que suga anualmente a metade do Orçamento da União!

O futuro de cada um de nós corre grave perigo: idosos, vulneráveis e com seguro social precário ou até sem seguro social! Um pesadelo!

Pense nisso! Mas não se limite a pensar, rebele-se! Cobre do deputado que recebeu o teu voto! Insurja-se contra os velhacos que reduziram os teus direitos previdenciários! Discuta com outras pessoas na rua. Cobre dos políticos locais que se comprometeram com a reforma da Previdência. Pressione o Prefeito e os vereadores! Não se cale! Lute! Até o fim!

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